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Cepticismo na Sociedade da Verdade

terça-feira, julho 01, 2003

São quatro da madrugada, estamos todos de relógio em punho... era o combinado, só esperamos um sinal.Hoje não fui trabalhar,

sexta-feira, junho 27, 2003

domingo, junho 22, 2003

Ponto Médio Facial

Hoje enquanto exsicava em frente ao espelho treinei algumas expressões faciais, na tentativa de entender a dissociação, se alguma, do corpo em relação à mente.

Li, há uns tempos, que o neuropsicólogo António Damásio, célebre pelas suas concepções Behavoristas, tinha enunciando entre outras coisas, e se a memória não me falha, que as emoções provinham do corpo e não que o corpo manifestava emoções provenientes...donde?...da mente?...hmmm.
Por exemplo: Segundo Damásio quando choramos só sentimos tristeza equivalente ao choro porque choramos e não porque precedia uma tristeza dessa natureza que desencadeou o choro. Ora isto é muito problemático.

Um fenómeno quotidiano, pelo menos do quotidiano Oriental, vem de encontro à tese do Damásio- O culto do Riso.
O culto do Riso consiste em, sem motivo aparente, rir e rir desalmadamente. Normalmente reunem-se em grupos com alguma extensão presumo que para o ridículo se dispersar no grupo e também para alimentar a risomania.

Já experimentei a terapia do Riso, individual e em grupo, e é verdade que anima. Científicamente e sumariado: o Riso liberta serotonina que é um neurotransmissor que flexibiliza a comunicação inter-neurónios.

sexta-feira, junho 20, 2003

Intersubjectividade


No artigo, publicado no sítio critica na rede de autoria do Professor Desidério Murcho, entitulado "Avaliação em filosofia e subjectividade", Desidério presenteia-nos com vários argumentos que visam por um lado desacreditar a objectividade da avalição nas dísciplinas ditas "objectivas" (Lógica, Matemática, Física) e por outro propalar a objectividade da Filosofia. Não é que o artigo aponte que as disciplinas objectivas não sejam de avaliação objectiva mas tomando-se a objectividade como propriedade relativa e considerando que em relação a Filosofia é tão objectiva como as ditas "objectivas", o artigo apaga o contraste entre as disciplinas favorecendo o equilíbrio mas não a definição.

O que é então a objectividade?

"Objectividade" - qualidade de quem é objectivo.
"Objectivo": adj.

- relativo a objecto;

- que tem realidade fora do nosso espírito;

- que se fundamenta na experiência;

- que trata apenas do objecto, da questão em si, sem misturar ideias ou sentimentos pessoais;

Numeno: Eu sou intangível, esquece pah!
Fenómeno: Jura?! Tou-te a ver "dread"!

Admitindo a impossibilidade duma realidade fora do nosso espírito, admitimos contudo uma realidade no nosso espírito com continuidade no espírito dos outros - "o real".

Reportando-se, as disciplinas ditas objectivas, ao que é contínuo (A Lógica é o protocolo da continuidade, A Matemática é uma derivação lógica, A Física - os fenómenos matematizados), e reportando-se a Filosofia a ensaios acentes mas não contidos na Lógica, de característica individualista e cujo contínuo não se efectiva através dos fenómenos. Esta não reune por isso o consenso inter-subjectivo necessário para a objectividade.

É claro que ao considerar a avalição em filosofia como uma tarefa objectiva não se pode estar a avaliar filosofia.
Era eu, 2 raparigas e a psicologia

Marcaram, elas, o encontro para as 3 da tarde. Com o dia preenchido de pensamentos descontinuados, os quais combatia com atum, maionese (para reforçar o traço mnésico) e construções com um subestrato lógico (alvo de updates frequentes), apressei-me a aprumar o meu perfil psicológico mais afável e a implementá-lo na minha psiquic activa também conhecida como consciente ou superego.

Quando ia a sair de minha casa, também conhecida por cripta metamórfica, lembrei-me do Pavlov, não que o conhecesse mas a campainha tocou e tive aquilo que ele denominou de reflexo condicionado mas sem baba. Logo a seguir tive aquilo a que se chama um reforço positivo, sim o bife, era a minha irmã e podia finalmente completar-me para enfrentar o encontro. Pedi-lhe 2 preservativos pois estava desprevenido.

No autocarro, repeti para mim mesmo a razão de suportar a conversa senil dos amorosos idosos que se passeiam no 30. A razão era translúcida e imaterial, a toupeira big brother é pior...sim eles no metro vigiam-nos, sim no metro não somos bombardeados pelos UV e não sentimos a sensual fricção da radiação de fundo...é estéticamente mais bonito cá em cima, mais distante da trincheira maquinal do dia-a-dia. A propósito, não gosto de adornar os meus papeis com fotografias de mim, aquela reacção de frete que fica estampada, aquele momento burocrático realizado na nossa expressão.

Saí na "paragem da noiva", passo a explicar, a paragem da noiva é a paragem anterior à paragem mais próxima do ponto de encontro. Fui caminhando até ao ponto de encontro e pelo caminho encontro o Eriksson, sim sim, estaria eu a caminhar para o pólo da Intimidade ou para o pólo do Isolamento? O preservativo bem que blinda alguma da intimidade, mas não estaria....até parece que o encontro era de sexo casual, mas não, nada disso, era um encontro de estudo...adianto que era e foi, somente. Não estaria eu a comportar-me como o rato na roda parcialmente emparedada? A roda está disposta num plano horizontal (perpendicular com o peso, mas não exactamente com a Força Gravítica - este pormenor não interessa para o caso), com alguma altura relativa ao solo e tem uma parte emparedada e outra parte a descoberto. O comportamento do rato é passar a maior parte do tempo no correder emparedado da roda, aventurando-se timidamente e com brevidade na parte a descoberto. O sexo era então as paredes que ladeavam a minha relação, tal como ir para a paródia e beber copos.

Decidi-me por outra abordagem relacional, uma que não se sujeitasse às evidências da psicologia (com ou sem invaginações na etologia) e que ao mesmo tempo não fosse a de serial killer.

Vi-as ao longe, que para mim é perto (não vejo lá muito bem), procedi normalmente até que decidi boicotar o estudo em pleno jardim com delírios do tipo "Atão em que é que vocês as duas estiveram a pensar hoje?"

O resto é indizível.

quinta-feira, junho 19, 2003

Qual é o lugar do céptico na sociedade da verdade? Se a pergunta é desnecessária o que se segue é estúpido. Se a pergunta é necessária quem se segue é estúpido. Abandonando as condicionantes, qual é o valor da verdade num mundo em que todos a detêm, basta perguntar a qualquer pessoa no café:

Eu: "Desculpe, mas porquê morrer?"
Numeno: "Não, não vou morrer!"
Eu:"Sim..."
Numeno: "Sim nada, não vou pelo menos já", só por isso já percorria em mim uma incessante vontade de lhe cravar a colher de mexer o açucar na nuca, mas adiante...
Eu:"Claro que não, mas falo da morte como paradoxo existêncial, como uma intangível inevitabilidade"
Numeno:"Pois todos temos de morrer..."
Eu:"mas porquê?"
Numeno:"Fodass não me foda que também não percebi como é que aquele gajo ruminava o assunto na Aparição",
Eu:"Aparição?"
Numeno:"do Vergílio Ferreira"
Eu:"Ah!"
Numeno:"Olhe, mas se quer que lhe diga, nós temos de morrer por dois incontornáveis ditames: 1º porque sim, 2º porque temos/somos um dispositivo biológico com um algoritmo flexível que tem um período de circunstância existêncial também flexivelmente delimitado, mas aparentemente com um limite real".

Numa breve conversa ele empregou alguns conceitos curiosos acerca da vida. O Numeno como mais tarde tive a oportunidade de vir a conhecer era eu estupidamente encerrado em mim, respondendo às minhas questões por ele.

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